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24 de Junho - Dia internacional da Prevenção de Queda

Dia 24 de Junho é o Dia Mundial da Prevenção de Quedas. 

Este é um assunto muito importante que precisa ser estudado e discutido uma vez que é necessário pensar sobre medidas para sua prevenção. 

Atualmente a redução da ocorrência de quedas é um desafio para a saúde pública mundial, já que a sua prevenção acarretará a diminuição de gastos onerosos advindos da gestão de suas consequências, além de contribuir para a melhora da qualidade de vida dos indivíduos. 

Considerada a sexta Meta Internacional de Segurança do Paciente, e parte integrante do Programa Nacional de Segurança do Paciente, a queda é definida como “deslocamento não intencional do corpo para um nível inferior à posição inicial, provocado por circunstâncias multifatoriais, resultando ou não em dano”. 

Dependendo de quem sofre a queda e de como isso ocorre, pode trazer restrições de atividades da vida diária, fraturas, hospitalização, diminuição da qualidade de vida, perda de independência ou até a morte. 

Dados atuais

As quedas matam milhares de pessoas por ano.

Segundo o Ministério da Saúde, as quedas de pacientes produzem danos em 30% a 50% dos casos, sendo que 6% a 44% desses pacientes sofrem danos de natureza grave, como fraturas, hematomas subdurais e sangramentos, que podem levar ao óbito.

Apesar dos jovens também serem vítimas de quedas, são as pessoas acima dos 65 anos que sofrem, em geral, maior impacto com as lesões provenientes desse tipo de evento por precisarem de muitos medicamentos no dia a dia, por  apresentarem baixa acuidade visual e falta de equilíbrio.

A verdade é que a grande maioria dos episódios ocorrem entre as pessoas de mais idade, e a queda é, hoje em dia, uma das principais causas que leva o idoso à hospitalização, além de ser considerada a  segunda causa de morte por lesões acidentais e não acidentais no mundo (WHO, 2018).

No Brasil, o número de quedas entre os idosos e adultos vem aumentando a cada ano, principalmente entre mulheres.

Causas da queda

Entendemos que os episódios de queda podem ser resultado de uma desordem ambiental ou funcional.

Como desordem ambiental, destacamos principalmente os fatores relacionados à segurança do lugar onde os idosos residem ou frequentam. 

Já no caso da desordem funcional, relacionada aos fatores intrínsecos, a causa da queda é decorrente de uma alteração no equilíbrio, que pode ser proveniente de problemas no sistema musculoesquelético, vestibular ou somatossensorial como, por exemplo, doenças pré-existentes, osteoporose e demência.   

No ambiente hospitalar, o risco de queda aumenta, pois o indivíduo se encontra em espaço não familiar.

Prevenção da queda 

É muito importante o papel do profissional de saúde para alertar e educar seus pacientes, sobre as circunstâncias em que  o evento pode acontecer e quais são as medidas que devem ser tomadas para sua prevenção. 

Quando falamos em prevenção no ambiente hospitalar ou domiciliar, é necessário levar em consideração mudanças para proporcionar um ambiente seguro, iluminado, sem piso escorregadio e ausência de obstáculos no caminho.

O conhecimento das causas funcionais e intrínsecas é essencial, para entender se há algum sistema acometido que pode influenciar e aumentar o risco de quedas.

As estratégias de prevenção devem ser enfatizadas com educação, capacitação, informação e ambiente seguro. Essas estratégias são fundamentais para todos, independente da idade, escolaridade e local em que esteja (instituição de saúde, trabalho ou domicílio).

Referências:

SBGG. Quedas: uma questão de prevenção. Abr. 2015. Disponível em: https://sbgg.org.br/quedas-uma-questao-de-prevencao/ acessado em: 04/06/2020.

MS – Ministério da Saúde. Protocolo de Prevenção de Quedas. 2014. Disponível em: https://proqualis.net/preven%C3%A7%C3%A3o-de-quedas. Acessado em: 07/06/2020.

WHO. Falls. Jan. 208. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/falls acessado em: 04/06/2020.