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A importância do treinamento com Simulação Realística em casos de PCR

Quando os profissionais da saúde se deparam com a parada cardiorrespiratória, o tempo para a ação é curto e definitivo. A interrupção das funções cardiopulmonares é um problema que sempre foi um desafio para a medicina  e representa uma emergência médica extrema. Se as medidas certas não forem tomadas nesse momento, os resultados podem ir de danos cerebrais irreversíveis até a morte. Entenda aqui porque o treinamento com Simulação Realística em casos de PCR é tão necessário.

 

A importância do treinamento para os profissionais da área de saúde no atendimento a pacientes vítimas de parada cardiorrespiratória

A I Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, mostra que a realização imediata da ressuscitação cardiopulmonar contribui sensivelmente para o aumento das taxas de sobrevivência das vítimas de parada cardíaca.

Segundo o artigo “Parada e Reanimação Cardiorrespiratória: Conhecimentos da Equipe de Enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva”, publicado na Revista Brasileira de Terapia Intensiva, “a reversão de uma parada cardíaca depende de fatores como: condições clínicas do paciente antes da PCR, as causas que determinaram a PCR, uniformidade e perfeição das manobras aplicadas de RCP, envolvendo pessoal leigo e de equipes devidamente treinadas. Dentre as características citadas, a participação de equipes treinadas e a uniformidade das manobras de RCP são habilidades diretamente relacionadas à atuação do enfermeiro enquanto profissional capacitado para treinar, instruir e desenvolver ações de planejamento e execução durante o atendimento da PCR”.

 

Acesso ao ensino de RCP

O artigo ainda destaca que, no Brasil, um dos maiores desafios é ampliar o acesso ao ensino de RCP. Além disso, também é necessário estabelecer processos para a melhora contínua de sua qualidade. Dessa forma é possível minimizar o tempo entre a RCP e a aplicação do primeiro choque pelo desfibrilador.

A American Heart Association afirma que “a instituição do tratamento elétrico (desfibrilação) precoce é importante, pois, na maioria dos casos, o ritmo cardíaco encontrado é a Fibrilação Ventricular e o tratamento efetivo para reversão é a desfibrilação elétrica”. Então, a necessidade de atitudes rápidas e precisas mostra o quanto o treinamento é importante nesses casos, independente da especialidade do profissional de saúde.

A boa notícia é que treinamentos com métodos ativos de ensino – como a simulação realística – têm se tornado cada dia mais buscados entre as instituições e profissionais de saúde. Com eles, os profissionais são capacitados para fazer a aplicação imediata, competente e segura das medidas de reanimação. Então, a integração de esforços em uma equipe multiprofissional proporciona ao paciente (seja em PCR ou não) uma qualidade de assistência. Veja um exemplo das técnicas ensinadas aos profissionais no treinamento com Simulação Realística em casos de PCR (BLS ou Suporte Básico de Vida):

 

Tempo de atendimento

Quando a desfibrilação é realizada precocemente, de 3 a 5 minutos do início da PCR, a taxa de sobrevida é em torno de 50% a 70%, segundo a I Diretriz de Ressuscitação Cardiopulmonar e Cuidados Cardiovasculares de Emergência, da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Logo, o treinamento comportamental e técnico que é desenvolvido com a simulação realística e outros métodos ativos de ensino se mostra eficiente na forma como os profissionais irão agir em momentos como esse. Isso é feito minimizando o tempo de atendimento com os processos aprendidos e prestando uma assistência de qualidade. Esses fatotes podem ser essenciais para aumentar as chances dos pacientes em questão.

 

FONTES:

2020 American Heart Association Guidelines for Cardiopulmonary Resuscitation and Emergency Cardiovascular Care
IstoÉ
SuperInteressante
Revista Brasileira de Terapia Intensiva