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ALERTA SOBRE A CLOROQUINA

Por causa da corrida às farmácias em busca da hidroxicloroquina e da cloroquina, remédios apontados como promissores no combate ao novo coronavírus, a ANVISA – Agência Nacional de Vigilância Sanitária – decidiu restringir a venda nas farmácias. O objetivo é evitar o desabastecimento para pessoas que usam as drogas no tratamento de doenças como artrite, malária e lúpus.

Frente a esta situação, o Dr. Josier Vilar, Presidente do Fórum Inovação Saúde, e Diretor Presidente do IBKL, decidiu fazer o seguinte comunicado à sociedade brasileira:

“Diante da ampla divulgação sobre o uso da cloroquina no tratamento da infecção pelo Covid-19, o Fórum Inovação Saúde, visando esclarecer a população geral, informa que não existem evidências, até o momento, da efetividade e eficácia desse medicamento de forma generalizada.

A cloroquina e seus análogos, medicações utilizadas, classicamente, no tratamento da malária, também têm efeito  documentado  no tratamento de algumas doenças virais, bem como no tratamento de doenças autoimunes como a artrite reumatoide.

Alguns órgãos de imprensa e as mídias sociais têm divulgado o uso dessas substâncias como sendo eficazes na prevenção ou tratamento da infecção pelo coronavírus (Covid-19).
Os estudos em andamento com o uso de hidroxicloroquina em alguns pacientes internados, ainda são preliminares e requerem comprovação cientifica pelos órgãos reguladores.

Não existe qualquer indicação clínica para o uso preventivo dessa medicação.

Baseado nessa constatação, os especialistas consultados reafirmam:

1) O primeiro trabalho sobre o uso da Cloroquina de Gao J et al (Biosci Trends 2020 Feb 19) é frágil, cientificamente, pois conclui por uma eficácia aparente,  sem demonstrar qualquer dado que possa validar qualquer conclusão.

2) O segundo trabalho que circulou recentemente, publicado por Gautret et al. (International Journal of Antimicrobial Agents 2020), não é conclusivo  sobre os desfechos clínicos de pacientes com uso dessa medicação e não demonstrou diferença entre uso de placebo e a Cloroquina.

Portanto, até que a avaliação pelas agências de controle sanitário possam validar resultados que tenham fundamentos científicos, devemos evitar disseminar, junto à população, a ideia de que essas drogas sejam capazes de prevenir, tratar ou curar as pessoas infectadas pelo coronavírus, gerando uma falsa e irresponsável esperança nas pessoas e ocasionando uma corrida às farmácias para compra de cloroquina e seus análogos, sem qualquer fundamento técnico que justifique essa atitude.

Além de desnecessária, é danosa aos interesses de pacientes que efetivamente delas necessitam.

Sejamos todos responsáveis socialmente.

Não divulguemos notícia sem o respaldo das autoridades sanitárias brasileiras.

Aguardemos serenamente as conclusões do Ministério da Saúde antes de divulgarmos notícias sem fundamento cientifico.

Na dúvida, entre no site do Ministério da Saúde (www.saude.gov.br).”