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Arte do Debriefing

*Artigo especial produzido por Cristiana Silveira, Gerente de Soluções Educacionais do IBKL. Cristiana trabalha há 10 anos como instrutora e coordenadora científica no método de simulação realística. É especialista em Cardiologia e Mestre em Enfermagem pela UFRJ, pós-graduada em Processos Educacionais na Saúde pelo IEP/HSL e em Administração Hospitalar pela Faculdade São Camilo, e já foi chefe da Unidade de Educação Permanente do INTO/MS e Instrutora da American Heart Association. 

 

A Simulação Realística pode ser entendida como um processo educacional que reproduz situações reais, por meio de cenários clínicos simulados. Oferece aos treinandos uma experiência prática em um ambiente seguro, possibilitando o treinamento das habilidades técnicas e comportamentais relacionadas à prática profissional, seguido por uma discussão estruturada sobre a atividade realizada – que chamamos de debriefing.

O debriefing é considerado o momento chave da simulação realística, etapa onde treinandos e instrutores discutem o que foi realizado no cenário clínico, compartilham suas impressões, expondo suas dificuldades e facilidades, fomentando assim o desenvolvimento do raciocínio crítico e reflexivo.

A participação ativa dos treinandos durante o debriefing precisa ser estimulada de forma que haja maior aprofundamento sobre todos os aspectos destacados nos cenários, incluindo aplicação do protocolo clínico, segurança do paciente, recursos materiais disponíveis, trabalho em equipe, comunicação, liderança, entre outros.

debriefing

E como estimular essa reflexão? 

O papel do instrutor é essencial para que a aprendizagem reflexiva aconteça. O processo de reflexão envolve: revisitar o ocorrido, observar as emoções envolvidas na situação e reavaliar a experiência e seus resultados, devendo ocorrer em um ambiente seguro, confortável e sem julgamentos. Desta forma, os treinandos participam ativamente, aprendendo de maneira mais significativa e consolidada, fazendo suas próprias análises de desempenho.

A sessão do debriefing é estruturada de forma cronológica, em que ocorreram os fatos. Isto organiza o raciocínio e faz com que os treinandos reflitam sobre todas as etapas do atendimento.

Além disto, o instrutor direciona os treinandos para que cheguem às suas próprias conclusões, por meio de questionamentos abertos, nos quais tem a liberdade para explicar, descrever e opinar sobre o que está sendo perguntado, de forma mais ampla e pessoal, permitindo a autocrítica de sua performance.

O processo de questionamento aberto também possibilita aos instrutores conhecerem mais sobre os participantes, o que sabem, como pensam e o que sentem, possibilitando ao instrutor direcionar a discussão de forma a atender as necessidades individuais, tornando o aprendizado factível e aplicável, premissa importante na educação para adultos.

Desta forma, o debriefing amplifica o impacto da simulação frente ao processo de ensino-aprendizagem, fundamental para que os profissionais adquiram mais confiança e novos saberes que melhoram seu desempenho não só no treinamento como nos atendimentos aos pacientes reais.

Cristiana Silveira

Gerente de Soluções Educacionais – IBKL