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GOVERNO VAI USAR TESTES RÁPIDOS E MOLECULARES PARA CORONAVÍRUS

O Ministério da Saúde anunciou que pretende aplicar 22,9 milhões de exames para diagnosticar o novo coronavírus. A ideia é fazer a testagem em massa, como indica a Organização Mundial de Saúde (OMS). A promessa do governo federal, no entanto, esbarra no limite da capacidade de produção da Fiocruz, principal laboratório público responsável por fornecer kits. Mas o governo está contando também com doações e compras no mercado internacional para atingir essa meta.

Segundo dados do Ministério da Saúde, neste pacote são previstos 14,9 milhões testes moleculares, o PCR, e 8 milhões de testes rápidos, os sorológicos. O PCR aponta se há infecção em tempo real, quando o vírus está em ação no corpo humano. Detecta o material genético do coronavírus e é o mais indicado para ver se a pessoa está contaminada.

O exame sorológico rastreia a presença de anticorpos que o indivíduo está produzindo em resposta à infecção, podendo ser realizado por meio de testes rápidos ou em equipamentos laboratoriais automatizados. Em geral, captam dois tipos de anticorpos: o da classe IgM , que aparece alguns dias após o aparecimento dos sintomas, quando já houve replicação viral considerável e o organismo começa a se defender; e o da classe IgG, que é o anticorpo que em geral aparece mais ao final da infecção e permanece para sempre, por causa da imunidade adquirida.

O exame sorológico também é importante para a vigilância epidemiológica, para ajudar a mapear quantas pessoas foram infectadas e entender a dinâmica da doença. Mas para fazer um diagnóstico em tempo real, segundo especialistas, o método ideal preconizado pela OMS tem de ser o PCR-RT.

Wilson Shcolnik, presidente da Associação Brasileira de Medicina Diagnóstica (Abramed), entidade que representa os maiores laboratórios privados do País, informa que “a qualidade e desempenho dos testes rápidos ainda não foram devidamente testados. Têm uma alta especificidade, ou seja, quando diz que é positivo, são altas as chances de estar certo. O problema é a sensibilidade metodológica. Como detecta a infecção só depois de alguns dias após o aparecimento dos sintomas, se o paciente fizer muito precocemente, pode ter um resultado falso negativo e ficar com a falsa sensação de segurança, sendo um transmissor do vírus.”