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Como os métodos ativos ajudam a manter a capacitação durante a pandemia?

Os efeitos da pandemia do coronavírus ainda estão sendo digeridos pelos gestores de instituições de ensino brasileiras que, para continuar garantindo que as atividades acadêmicas não sejam profundamente afetadas, tiveram o desafio de olhar para o futuro e aplicá-lo no presente de seus cursos. Foi assim que muitas instituições recorreram à inclusão de atividades remotas ou à intensificação no uso de plataformas virtuais para poderem se desvencilhar dos problemas gerados pelo coronavírus na educação. Os métodos ativos de ensino, então, se converteram numa ferramenta essencial – e sua adesão, uma questão de sobrevivência.

Segundo o artigo “Utilização de metodologia ativa no ensino e assistência de enfermagem na produção nacional: revisão integrativa”, publicado na Revista da Escola de Enfermagem da USP, “A metodologia ativa (MA) é uma concepção educativa que estimula processos de ensino-aprendizagem crítico-reflexivos, no qual o educando participa e se compromete com seu aprendizado. O método propõe a elaboração de situações de ensino que promovam uma aproximação crítica do aluno com a realidade; a reflexão sobre problemas que geram curiosidade e desafio; a disponibilização de recursos para pesquisar problemas e soluções; a identificação e organização das soluções hipotéticas mais adequadas à situação e a aplicação dessas soluções.

Assim, as MA baseiam-se em problemas e, atualmente, duas se destacam: a Aprendizagem Baseada em Problemas (ABP) e a Metodologia da Problematização (MP).”

 

E como os métodos ativos podem ajudar na educação nesse cenário?

O uso de métodos ativos em aulas, desde que de uma forma planejada, abre um leque de oportunidades para as instituições.

Isso porque, com recursos como Video Based Learning, gamification, fórum invertido e muitas outras formas de transformar o ensino de forma dinâmica, o aluno que não é acostumado ao método tem a possibilidade de se familiarizar de uma forma muito mais orgânica. Entenda aqui cada um desses recursos:

Video Based Learning

O Video Based Learning é pautado no uso de vídeos altamente interativos, alterando a passividade dos vídeos tradicionais (onde o aluno apenas assiste). Neste contexto são usados animações com infográficos e textos, cenários, explicação de conceitos por meio do storytelling, ou outras narrativas visuais e textuais que podem compor a explicação dos conteúdos. Formatos de webséries para criar experiências de aprendizado de alto impacto, chat ativo durante a transmissão e interação com convidados especialistas podem gerar muita motivação e aprendizado.

Gamification

A Gamification (ou gamificação) não se trata de jogos de videogame ou jogos digitais educativos. O termo gamificação é, na verdade, utilizado para representar um conjunto de atividades organizados com base na mecânica dos jogos com o intuito de engajar pessoas para resolverem problemas e melhorar o aprendizado. Na área da saúde, por exemplo, existem simulações de situações verossímeis onde o aluno deve tomar rápidas decisões para salvar o paciente.

Fórum invertido

O fórum invertido é uma ferramenta virtual bem conhecida e nele o aluno tem a oportunidade de se aprofundar nos conteúdos abordados nas aulas, sanar dúvidas, debater diferentes assuntos ligados às disciplinas e se relacionar com outros estudantes.

Eles vieram para ficar

Diversos hospitais e instituições de ensino já contam com a metodologia ativa para ajudar a organizar suas grades curriculares e promover o conhecimento entre os alunos. Elas fazem parte de um novo passo no ensino, sendo impulsionadas por novas tecnologias e comportamentos.

Podemos ver que, se buscamos um ponto positivo na crise do coronavírus, é que repentinamente a tecnologia foi inserida de maneira natural na rotina dos indivíduos, convertendo o cenário atual em ideal para a proposta de mudanças positivas.

Com essa inovação no sistema educacional – potencializada pelos métodos ativos  – sendo enraizada no dia a dia de inúmeras universidades e escolas, a projeção é que, mesmo com o retorno das atividades em diversas cidades, ela não seja descartada – mas sim aperfeiçoada. 

FONTES: SCIELO
FUNDACRED