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Mitos e verdades sobre a vacina

Entre a comunidade científica e os especialistas da área da saúde não há dúvidas de que a vacinação é uma das grandes responsáveis por melhorias na saúde e pelo aumento da expectativa de vida das pessoas do mundo todo.  Porém, não é de hoje que alguns boatos tentam encaixar as vacinas em teorias da conspiração sem nenhuma evidência científica. Por isso, separamos aqui alguns mitos e verdades sobre a vacina.

Vacinas podem causar reações como febres e inflamação local.

Verdade: mas as reações costumam ser leves e desaparecem sozinhas.

É perigoso tomar duas vacinas ou mais de uma só vez.

Mito: o sistema imunológico é perfeitamente capaz de suportar várias vacinas de uma vez. Quando recebe duas vacinas no mesmo dia, o organismo produz anticorpos normalmente, como se as imunizações tivessem sido aplicadas em datas diferentes.

Quem é saudável não precisa se vacinar.

Mito: uma vida saudável é fundamental para a prevenção de uma grande quantidade de doenças, porém não garante proteção efetiva contra todas elas. Uma das grandes vantagens das vacinas é justamente prevenir doenças que são, muitas vezes, graves.

Vacinas causam autismo.

Mito: as vacinas não causam autismo. Diversos estudos já foram feitos sobre o assunto, sendo o mais amplo e completo realizado no Instituto Serum Statens na Dinamarca, mostrando o que os estudiosos e pesquisadores já sabiam: não existe qualquer relação entre a vacina e o autismo.

Vacina pode até prevenir câncer.

Verdade: por evitarem hepatites e HPV, as vacinas diminuem as chances do surgimento de câncer no fígado e no colo do útero. 

Por que é tão importante falar sobre a vacina? 

Nos anos 90, um médico britânico chamado Andrew Wakefield publicou um estudo associando a vacina tríplice viral ao desenvolvimento de autismo. Esse estudo gerou muito medo no Reino Unido e acabou se espalhando e culminando no movimento antivacina. O estudo já foi desmentido inúmeras vezes e comprovou-se que ele foi manipulado, mas isso não impediu que o movimento antivacina crescesse em várias partes do mundo e seguisse ganhando adeptos até hoje. 

As consequências desse tipo de desinformação, alimentado pelas notícias falsas em redes sociais, são terríveis. No Brasil, por exemplo, doenças que já eram consideradas erradicadas como o sarampo, poliomielite, difteria e rubéola estão voltando a aparecer graças à diminuição dos índices de vacinação.

Em entrevista à Veja Saúde, a pediatra Isabella Ballalai, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), afirmou: “temos observado de perto esse fenômeno das notícias falsas na nossa área e o impacto que isso tem sobre as decisões das pessoas”.

O combate à desinformação

Para tentar combater o problema das informações falsas, o Ministério da Saúde criou o programa “Saúde Sem Fake News”, no qual recebe conteúdos suspeitos pelo número de WhatsApp (61) 99289-4640  , checa a veracidade das informações – inclusive mais mitos e verdades sobre a vacina – e responde ao leitor que entrou em contato e publica o resultado no site: www.saude.gov.br/fakenews. Nesses espaços, qualquer cidadão pode tirar dúvidas antes de compartilhar conteúdos que podem ser falsos.

Fontes: Ministério da Saúde, Unimed, Estadão, Hospital Albert Einstein.