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Outubro Rosa: Prevenção deve ir além do autoexame de mama

O movimento Outubro Rosa, celebrado em todo o mundo desde os anos 90, é marcado por ações afirmativas e campanhas de conscientização sobre o câncer de mama, estimulando o acesso a diagnósticos precoces e contribuindo para a redução da mortalidade. Algumas mulheres acreditam que o autoexame é o primeiro passo para identificar a doença, mas esta pode ser uma informação imprecisa, como vamos explicar neste post.

Autoexame é o método mais citado em campanhas do Outubro Rosa

É recorrente nesta época a grande veiculação de campanhas de incentivo à realização autoexame de mamas como forma de diagnóstico. A prática é importante para que as mulheres conheçam e se familiarizem com os próprios corpos, identificando com mais facilidade algum sinal de alerta fora do comum. No entanto, é preciso destacar que ele não substitui o exame clínico.

O autoexame, inclusive, deixou de ser recomendado em alguns países por não ser capaz de detectar tumores de até 1 centímetro – aqueles que são tratáveis com mais facilidade. A preocupação é que mulheres deixem de procurar atendimento médico e de fazer exames de detecção quando, ao se autoapalparem, não identificarem nenhuma alteração nos seios.  Não perceber a presença do tumor até que ele seja palpável e a lentidão entre a confirmação e o tratamento contribuem para a mortalidade, segundo a Sociedade Brasileira de Mastologia.

Autoexame

Sinais de alerta para o câncer de mama

Existem alguns sinais que podem ajudar a mulher a identificar o possível surgimento de um câncer de mama, o mais comum deles é a percepção de um caroço no seio, acompanhado ou não de dor. A textura da pele da mama também pode mudar, ficando parecida com uma casca de laranja. O aparecimento de caroços pequenos nas axilas também devem ser observados. Entretanto, é importante ressaltar que nem todo caroço é um câncer de mama, assim como alterações na pele podem ser causadas por outros fatores. Por isso é importante buscar um profissional de saúde para um diagnóstico mais preciso, além de sempre manter os exames em dia.

Diagnóstico precoce só é possível com exame clínico

Quanto mais cedo o câncer for diagnosticado, maiores são as chances de o tratamento ser bem sucedido. Por isso, é de grande importância que toda mulher acima de 40 anos procure um ambulatório, centro ou posto de saúde para realizar o exame clínico das mamas anualmente. Assim, o exame das mamas será realizado por um profissional de saúde treinado para reconhecer alterações relevantes na paciente e, se for necessário, indicar um exame mais específico para o diagnóstico.

Entre os 50 e 69 anos de idade, a recomendação é que se faça ao menos uma mamografia a cada dois anos. Estes exames devem ser realizados regularmente, mesmo com a total ausência de sintomas.

Fatores de risco para o câncer de mama

Existem alguns fatores que podem influenciar o risco de desenvolver o câncer de mama. Um deles é o histórico familiar, quando uma pessoa da família teve essa doença antes dos 50 anos de idade. Outro grupo mais sensível é formado por quem já teve câncer de mama ou câncer de ovário, em qualquer idade. Para essas mulheres, é preciso ainda mais atenção, então se recomenda a realização do exame clínico das mamas a partir dos 35 anos de idade e a mamografia uma vez por ano.

Como prevenir o câncer de mama?

Evitar a obesidade, através de dieta equilibrada e prática regular de exercícios físicos, é uma recomendação básica para prevenir várias doenças, inclusive o câncer de mama, já que o excesso de peso aumenta o risco de desenvolvê-lo. O consumo de álcool e de cigarros, mesmo em quantidades moderadas, também são fatores de risco para esse tipo de tumor, assim como a exposição a radiações ionizantes antes dos 35 anos, então estes hábitos são contraindicados se o objetivo é prevenir a doença.