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Pediatria e Educação: onde essas frentes se encontram?

No dia 27 de julho comemoramos o Dia do Pediatra, data escolhida por ser o dia da fundação da Sociedade Brasileira de Pediatria em 1910. Quando o assunto é medicina, essa especialidade é uma das mais procuradas por profissionais da saúde e essencial para a manutenção e cuidado do bem-estar de bebês, crianças e adolescentes.

Hoje existem cerca de 40 mil médicos pediatras no Brasil, o que significa cerca de 20 pediatras para cada 100 mil pessoas. Porém, existem alguns problemas quando pensamos na prática da distribuição e na capacitação desses profissionais – e isso acaba refletindo na qualidade da saúde no país.

Para falar um pouco sobre como a educação ainda é muito necessária para melhorar o panorama da pediatria e da saúde no Brasil, nos inspiramos neste vídeo da Iniciativa FIS com a Thelma Oliveira. Confira trechos da entrevista a seguir.

Crise técnica na Pediatria

Assessora da diretoria do maior hospital pediátrico do Brasil, o Hospital Pequeno Príncipe, Thelma Oliveira explica o porquê dessa necessidade de se criar uma dinâmica de aprendizado constante em hospitais e centros médicos.

Thelma conta que estamos em uma crise técnica, onde existem diversos profissionais formados, mas não capacitados. Segundo ela, a educação defasada vem desde a educação básica e isso se estende até o mercado de trabalho, onde o profissional chega formado, mas despreparado. Como solução, ela acredita que “a educação precisa começar a fazer parte da operação das instituições. Elas precisam se adaptar porque o Estado e o governo não estão conseguindo dar conta”.

Aprendizado constante

Um dos desafios dos últimos anos foi a falta de simetria entre a revolução tecnológica na saúde e o desenvolvimento dos profissionais. “Não dá para a saúde avançar sem que suas instituições sejam ambientes de aprendizado constante”, explica Thelma. Por isso a forma mais eficiente de seguir os avanços que a tecnologia trouxe é educando os profissionais para que eles possam aproveitá-los.

O Hospital Pequeno Príncipe é um ótimo exemplo de como unir saúde e educação, pois nasceu com o objetivo de ser um hospital escola. Lá, o conhecimento circula entre todos – médicos, residentes, internos, quem está entrando ou quem já está há anos na instituição.

Como criar um ambiente de saúde com foco em educação?

Thelma explica que para criar um ambiente de saúde com foco em educação é preciso que o aprender se torne uma rotina, além de haver valorização da educação e engajamento com as propostas. “É gente com gente fazendo saúde, ensinando, aprendendo. A própria assistência é educativa, o médico está ensinando e aprendendo sempre, até com as perguntas dos pacientes e familiares”, conta. Ela também explica a função do hospital em contagiar os funcionários e como o Hospital Pequeno Príncipe faz isso: “eles têm uma cultura de educação, os valores deles incluem isso, os medidores estratégicos deles incluem isso, existe uma estrutura, indicadores, atividades permanentes de educação como oferta de cursos, etc”.

Além disso, ela também indica que do ponto de vista de gestão, é preciso estar atento ao planejamento para que o aprendizado seja útil para os profissionais e se torne algo constante e que funcione para todos os tipos de rotinas.

Confira aqui o vídeo completo para mais informações sobre o trabalho que o Hospital Pequeno Príncipe desenvolve em relação a educação.

FONTES: Iniciativa FIS
Demografia Médica 2018
SBP – Sociedade Brasileira de Pediatria