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 Qual o perfil dos profissionais da Saúde no Brasil? 

Você sabe qual é o perfil dos profissionais da Saúde no Brasil? A pesquisa “Emprego em Pauta”, elaborada pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese), fez um levantamento acerca das características socioeconômicas desses profissionais. 

No estudo, é possível notar uma categoria bastante desigual se forem considerados médicos, enfermeiros e profissionais de enfermagem de nível técnico. Veja alguns destaques importantes a seguir:

 

A inserção ocupacional de minorias na área da saúde

  • A proporção de trabalhadores jovens na área da saúde é menor do que no total das atividades econômicas. Entre os médicos (as), 24,5% tinham 60 anos ou mais.
  • Negros (as) são maioria entre os enfermeiros (as) de nível médio.
  • 49,1% dos trabalhadores nesse segmento possuíam ensino superior completo.
  • As mulheres não são maioria na população ocupada total (43,5%), mas nas atividades de atenção à saúde humana representam a maior parte dos trabalhadores: 74,4%. 
  • A prevalência é feminina entre os profissionais de nível médio de enfermagem (83,8%) e entre os profissionais de enfermagem (86,3%). 
  • Entre os médicos, as mulheres representam 49,2%.
  • Os negros (as) são maioria na população ocupada, representando 52,8%. Entretanto, nas atividades de atenção à saúde humana, estão em menor proporção: correspondem a 44,6%. 

 

Rendimento dos profissionais da saúde

  • Nas atividades de atenção à saúde humana predominam os trabalhadores com carteira assinada no setor privado (40,7%) ou servidores públicos estatutários e militares (24,2%). 
  • Na divisão por ocupação na área, as relações são as seguintes: profissionais de nível médio de enfermagem: 46,9% são trabalhadores formais da iniciativa privada e 30,8%, servidores públicos estatutários e militares; 
  • Profissionais de enfermagem: 43,4% trabalham com carteira no setor
  • privado e 35,8% são servidores públicos estatutários e militares; já entre os médicos (as), são diversos os tipos de contratação, com alta proporção de vínculos sem carteira assinada no setor público (10,8%) e no privado (18,1%).

 

Considerações finais sobre os profissionais da Saúde no Brasil

Os médicos (as) são proporcionalmente mais velhos (24,5% com 60 anos ou mais), homens (50,8%), brancos(as) (84,3%), com rendimento médio de R$ 14.451 e vínculos com e sem carteira assinada, estatutários, trabalhadores por conta própria no setor público ou privado e outros. 

Os profissionais de enfermagem estão proporcionalmente mais presentes entre as faixas de 30 a 59 anos (82,3%), são majoritariamente mulheres (86,3%), brancas(os) 61,5%, com remuneração média de R$ 4.520, e atuam no setor privado com carteira de trabalho assinada (43,4%). 

Entre os profissionais de nível médio de enfermagem, 19,0% possuíam ensino superior completo, apesar do fato de essa ocupação não exigir essa escolaridade. A maioria tem entre 30 e 59 anos (82,0%), é mulher (83,8%), negra (o), 54,9%, com remuneração média de R$ 2.420, no setor privado, com carteira de trabalho assinada (46,9%).

O perfil dos trabalhadores da área de saúde humana é, portanto, bastante heterogêneo. 

Os profissionais de enfermagem (ocupação com exigência de ensino superior) são predominantemente mulheres brancas, com rendimento médio pouco maior do que a média do setor. 

Já os profissionais de nível médio de enfermagem são predominantemente mulheres negras e, apesar de a ocupação exigir formação técnica que demanda recursos complexos e custosos, eles recebem menores salários.

 

Fonte: Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).