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Robôs nos hospitais: como a tecnologia tem ajudado na pandemia

Mesmo com uma estrutura mais simples e diferente das difundidas por obras cinematográficas de ficção científica, nas quais robôs são máquinas tão desenvolvidas a ponto de se parecerem a pessoas humanas, na vida real os robôs nos hospitais já viraram rotina, atuando na linha de frente contra a pandemia graças a uma característica bem particular: sua imunidade.

Em todo o mundo, os profissionais de saúde tiveram que mudar a maneira como prestam atendimento da noite para o dia, com novos focos em telemedicina e diagnóstico remoto. Para muitos, isso criou um ambiente em que novas abordagens são tratadas com menos suspeita e mais otimismo.

Robôs não tossem, não espirram e nem apertam mãos, vantagens que ajudam a não espalhar ativamente o coronavírus pelo hospital. Isso significa que a maioria dos trabalhos realizados ajuda a minimizar o contato entre humanos potencialmente infecciosos.

Robôs nos hospitais ao redor do mundo

Além da limpeza ultravioleta que tem sido uma das principais buscas para higienizar espaços hospitalares sem risco de contaminação, robôs também estão sendo utilizados para entregar alimentos e remédios a pacientes isolados. Além disso, também tiveram uso para transportar amostras de testes para diagnósticos e atuar na recepção.

No Hospital Universitário da Antuérpia, na Bélgica, por exemplo, os pacientes que chegam ao hospital e são recebidos por um robô. Ele é do tamanho de uma criança com braços curtos e um tronco esférico.

Na Índia, robô com máscara e produtos de higiene é usado para conscientização sobre o novo coronavírus. Lançados pela start-up Asimov Robotics, dois robôs distribuem materiais de proteção, higienizam superfícies e exibem informações sobre a campanha da Organização Mundial da Saúde (OMS) para prevenção da Covid-19.

Foto: Sivaram V/Reuters

Na Itália, enfermeira acompanha pela tela as imagens de um robô que monitora pacientes com coronavírus no Hospital Circolo em Varese.

Foto: Flavio Lo Scalzo/Reuters

Em uma matéria sobre Inteligência Artificial publicada recentemente no Medscape, a autora conta que o diagnóstico por imagem tem sido um dos principais usos da inteligência artificial durante a pandemia. “Um braço de pesquisa de uma grande empresa chinesa desenvolveu um sistema de inteligência artificial capaz diagnosticar, em quatro segundos, infecção por covid-19 em tomografias de tórax. A acurácia da análise é de 96% e o tempo de análise de quatro segundos”, conta.


Foto: Divulgação.

E não é só no exterior que eles são vistos, não! Há duas semanas o Hospital das Clínicas de São Paulo recebeu cinco robôs que permitirão aos médicos do hospital fazer atendimento aos pacientes de Covid-19, mesmo a distância, usando recursos de telepresença.

Foto: Divulgação/Secretaria da Saúde.

Pensar no futuro deve ser uma atitude bem presente

Sabemos bem que os avanços médicos geralmente florescem em tempos de crise.

Afinal, quando a gripe de 1918 devastou o mundo há um século, levando a óbito cerca de 2,5% da população global, a velocidade e a letalidade sem precedentes do vírus conduziram os governos a um atendimento de saúde centralizado, coletando dados médicos para poder antecipar e rastrear futuros surtos.

Atualmente, o mundo está combatendo uma pandemia muito diferente. No entanto, há uma oportunidade semelhante de aprender boas lições. Isso vai muito além de contar com a ajuda de robôs, mas também investir continuamente em profissionais de saúde mais adaptáveis e prontos para lidar com qualquer situação. Já falamos sobre isso nesse post, onde ressaltamos que todos os profissionais de saúde precisam treinar exaustivamente na “paz” para estarem bem preparados na “guerra”.

Em meio a essa complexa nova realidade, explorar a aplicação das novas tecnologias para ajudar a enfrentar esses desafios é mais que importante, é essencial. Acreditamos na colaboração entre conhecimento clínico e tecnológico como um caminho para preencher as lacunas deixadas pelos modelos tradicionais de assistência.