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Simulação é uma técnica – não uma tecnologia

Quando se fala em simulação realística, a primeira imagem que vem à mente da maioria das pessoas é a dos robôs, simuladores e equipamentos que fazem parte de um centro de treinamento. Mas essas tecnologias não são o elemento principal. Simulação realística tem a ver com ensino e aprendizado, e no centro de tudo sempre estão as pessoas, principalmente os instrutores que passam adiante seus conhecimentos através dessa metodologia.

Técnica x Tecnologia

A frase do título deste post, “Simulation is a technique – not a technology”, é do anestesista Dr. David Gaba, da Stanford University. Ele foi o responsável por adaptar conceitos de gerenciamento de recursos de tripulação (Crew Resource Management) da aviação para a medicina nas décadas de 1980 e 1990, trazendo a simulação realística para a área da saúde.

Simulação realística

Ao afirmar que a simulação é uma técnica, e não uma tecnologia, ele mostra que um bom programa de educação permanente utilizando a simulação só é possível com profissionais capacitados no método (técnica).  De nada adianta investir em equipamentos de última geração, como simuladores, manequins e uma estrutura gigantesca, se você não tiver pessoas capacitadas para ensinar através da metodologia de simulação.

Ou seja, se você adquire um simulador complexo ou um manequim que sangra, chora e expressa dor e entrega aos profissionais de saúde para que eles treinem sozinhos, os resultados não serão muito animadores. Talvez eles consigam colocar os aparelhos em funcionamento depois de lerem as suas instruções de uso, mas para que o aprendizado seja efetivo é indispensável a presença de um instrutor. Ele é quem vai usar a tecnologia disponível para contextualizar as situações que os treinandos precisarão solucionar, além de avaliar as capacidades técnicas e comportamentais dos alunos.

Instrutores são os professores da Simulação Realística

A simulação realística é uma metodologia ativa de ensino, isso significa que ela é diferente de outras técnicas em que o conhecimento é adquirido apenas através de leitura ou ao ouvir uma pessoa falando sobre um conceito. Nos treinamentos de simulação, é necessário que haja interação, imersão, desenvolvimento de raciocínio em um cenário idêntico aos que ocorrem na vida real do profissional de saúde. Para que o treinamento seja eficiente, é imprescindível que o instrutor guie este aprendizado com a participação coletiva.

Ele é a figura que apresenta o contexto de cada treinamento, introduz o problema a ser resolvido, estimula o pensamento crítico da turma sobre o que ocorreu, direciona as discussões para que todos apresentem suas ideias sobre quais aspectos foram positivos e negativos e dá também seu próprio feedback, criando um ambiente de geração conjunta de conhecimento.

Em universidades, hospitais ou centros de saúde, é sempre através dos instrutores que a educação consegue trazer impacto para o profissional e a instituição. Por isso, neste dia dos professores o IBKL tem o prazer de felicitar todos os instrutores multiplicadores formados pela nossa metodologia de ensino. São eles que detém o poder transformador da educação e multiplicam seus conhecimentos a serviço de uma saúde cada vez melhor e mais qualificada no Brasil.